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Superteste Cross 250cc 2014

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Notícia publicada em:07/05/2014 09:12

Superteste Cross 250cc 2014
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Superteste Cross 250cc 2014
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Na edição 216 publicamos o comparativo dos modelos de cross 2014 de 450 cilindradas, no qual a Kawasaki KX 450F foi a grande vencedora, deixando a novíssima Yamaha YZ 450F na segunda posição.




Mas faltou o confronto entre os modelos de 250cc, que deveria ser realizado juntamente com as 450cc, e que não ocorreu em virtude do atraso no lançamento dos modelos que mudaram completamente, a Honda CRF 250R e a Yamaha YZ 250F. Lembramos que os testes que publicamos destes dois últimos (veja edições anteriores da Dirt Action), realizados nos Estados Unidos, foram com modelos pré-produção.

Com estas duas motos finalmente disponibilizadas no mercado americano, tudo estava pronto para o comparativo. Recebemos o OK do nosso colaborador e novamente participaríamos deste confronto final, também com o patrocínio da Pro Tork. Depois de ter participado do comparativo das 450cc, nosso piloto de testes, Guilherme Lima, retornou aos Estados Unidos, mais precisamente à Califórnia, ansioso para acelerar as 250cc. “Realizei treinos antes da viagem para me preparar, afinal de contas são cinco modelos a serem testados em um único dia. Haja fôlego e preparação”, afirmou Guilherme.

As estrelas deste evento foram a Honda CRF 250R, Kawasaki KX 250F, Suzuki RM-Z 250R, Yamaha YZ 250F e a KTM 250 SX-F, todos modelos 2014. A pista para este confronto não foi a mesma do comparativo das 450cc, desta vez o local foi o Pala Race Park, que já recebeu a final do AMA Motocross, com um traçado bem técnico e rápido, característico das pistas americanas.

Se no confronto passado, dos modelos 2013, a Suzuki foi a grande vencedora, deixando a Kawasaki no segundo posto, devemos lembrar que Honda e Yamaha reformularam totalmente seus modelos, e poderiam surpreender neste novo comparativo.

AS NOVIDADES

Claro que aqueles que não receberam grandes novidades foram porque suas respectivas fábricas ainda apostam nas mudanças anteriores. Sabemos que a cada ano as marcas procuram oferecer em suas motocicletas de competição um “upgrade“, com refinamentos e inovações tecnológicas, tudo para torná-las mais rápidas e ágeis, além de bons acessórios.

Estamos vivendo um momento incrível no motocross mundial. As motos atuais são mais rápidas e confiáveis, são ótimas. Como disse, a tecnologia empregada nos motores de quatro tempos mudou o nosso esporte, e as 250cc 4T atuais são mais fáceis de pilotar. O tempo das 125cc com motores dois tempos passou, apesar de ainda existirem os saudosistas.

Hoje, todos os modelos oferecem injeção eletrônica, sistema que foi integrado aos novos modelos recentemente. A Yamaha demorou, mas disponibilizou o sistema na nova YZ 250F. Não podemos nos esquecer de outras grandes mudanças, como a suspensão SFF (Separate Function front Fork), da Showa, com um lado do garfo funcionando somente com mola (helicoidal), e o outro, com óleo. Mas somente a Kawasaki e a Suzuki utilizam esse sistema em suas 250cc, as demais mantêm o modelo tradicional, com ambos os lados do garfo com óleo e mola. O interessante é que as fábricas decidiram não oferecer em seus modelos de 250cc a suspensão com sistema a ar, como ocorre com a Kawasaki KX 450F e a Honda CRF 450R. Tudo bem, os sistemas das 250cc funcionam bem e cumprem suas funções perfeitamente, claro que um é melhor que o outro, mas no geral ambos são bons.

Bem, se estamos falando sobre novidades, seria interessante resumir o que cada modelo trouxe de mudança. Vamos começar pela campeã do superteste do ano passado, a Suzuki. Neste caso, praticamente nada, somente refinamentos no motor e suspensão. E praticamente aconteceu o mesmo para a segunda colocada do ano passado, a Kawasaki, com um senão: a introdução do controle de largada, o mesmo utilizado na sua irmã maior, a 450F. Contudo, como já vimos nos primeiros testes realizados neste modelo, este sistema não agradou os pilotos de testes.

A Honda mudou completamente. No novo chassi, seguindo as novidades da 450R 2013, foi baixado o berço duplo central, buscando maior concentração de massas. No motor a busca era por desempenho, que segundo nosso piloto de testes (veja a edição anterior), parece que conseguiram melhorar as respostas em alta. Para isso ganhou novo pistão, aumento na taxa de compressão (13,5:1), novo sistema de injeção (duplo estágio) e bico de injetor com novo ângulo, entre outros. O modelo recebeu também o novo sistema de escapamento, com dois silenciosos, como nas motos de 2006 a 2009, que na época foi criticado por alguns. Esta retomada causou certa estranheza, e para quem não curte a duplicidade, empresas especializadas oferecem sistemas de única ponteira, inclusive incluindo a lateral esquerda com desenho “reto”, para não ficar aquele vão com a ausência da segunda ponteira. Os radiadores foram colocados mais para baixo (novamente a preocupação com a concentração de massas) e, finalizando, o novo tanque de combustível tem agora capacidade para quase sete litros, eliminando um problema do modelo anterior.

Agora, quando falamos em mudanças na YZ 250F 2014, a coisa pega, afinal de contas foi construída uma motocicleta nova, totalmente reformulada. A base, claro, foi a nova 450F, que também recebeu grandes mudanças. Inicialmente, o novo chassi busca mais dirigibilidade, já que o modelo anterior recebia críticas. O subchassi também é novo e muito diferente do lado direito, para acomodar a nova ponteira, agora localizado muito próximo ao chassi. Isso porque o sistema de escapamento recebeu uma nova curva, agora dando a volta ao redor do motor. Falando nisso, chegou a esperada injeção eletrônica que alimenta um motor invertido (como o da 450cc), com apenas quatro válvulas. Poucos acreditavam que a Yamaha iria introduzir essa concepção nas 250cc, mas parece que os engenheiros gostaram do seu comportamento. Com a novidade, foi necessária uma nova caixa de filtro de ar, na parte dianteira e sem o tanque de combustível sobre ela – o tanque foi instalado atrás da caixa do filtro de ar. E com isso, mais concentração de massas – aliás, podemos dizer que a Yamaha foi a que mais trabalhou neste quesito.

E quanto à europeia KTM? Sua maior novidade está no câmbio de cinco marchas (em substituição à de seis), além das alterações comuns a todos os modelos de cross, como bomba de combustível, manete de freio, guia de corrente, tanque de combustível maior (7,5 litros) e tampa do tanque.

Podemos dizer que estas foram as principais alterações dos modelos 2014 e, como dissemos, com muito destaque para a CRF e YZ-F. Mas como já acompanhamos em outros anos, mudança não garante vitória no comparativo, basta acompanhar o do ano passado, no qual a Suzuki venceu nas duas categorias, e a fábrica não fez nenhuma grande alteração naqueles modelos.

Sempre procuramos lembrar que tudo é avaliado em um comparativo, mas o gosto pessoal do piloto de teste conta muito, como o comportamento da suspensão, do motor e dirigibilidade – é por isso que os resultados dos comparativos não são iguais. Procuramos mostrar para vocês o que cada modelo pode oferecer e se as mudanças trouxeram melhorias. Para vocês terem uma ideia, em recente comparativo dos modelos 2014 de 450cc, a Honda CRF 450R, ficou com o último posto em uma revista especializada americana, enquanto que em nosso teste, ela garantiu o terceiro lugar; e neste mesmo teste, novamente vitória da Suzuki RM-Z 450, que o nosso piloto deixou na quinta posição.

Então, aproveitem as impressões do Guilherme Lima sobre cada modelo, e descubram quem venceu este último duelo da temporada.

E A VENCEDORA É...

“O primeiro comparativo foi incrível. Andar com os novos modelos de cross e estar em uma pista daquele nível foi grandioso. Mas quando recebemos o OK do novo comparativo, não tive palavras para expressar o momento. Qualquer piloto gostaria de participar deles, de poder andar em todos os novos modelos e pistas incríveis. O nível desta última é impressionante, e já recebeu uma etapa do AMA Motocross.

Tenho consciência da minha responsabilidade, afinal de contas tenho que passar a todos vocês as minhas impressões sobre cada motocicleta e ainda escolher a melhor. Não é uma tarefa fácil, é necessário analisar os prós e contras de cada uma, com certo modelo levando vantagem em determinado quesito, mas podendo perder em outro. Espero que as minhas palavras possam colaborar na sua escolha do próximo modelo, mas posso garantir antecipadamente que qualquer que seja ele, você vai estar com uma grande motocicleta.

Na minha opinião, nunca as fábricas chegaram em um nível tão elevado de construção, oferecendo produtos com certo toque “racing”, de “works bikes”. Diferente de anos anteriores, poucas mudanças e preparações serão necessárias para melhorar a performance dessas motocicletas, que na maioria dos casos serão pilotadas por pilotos iniciantes, intermediários e veteranos. Para estes, elas têm muito potencial e desempenho. Mas chega de conversa e vamos ao que interessa, descobrir o comportamento de cada modelo e encontrar o destaque dos modelos 2014.

Antes de falar das motos, vale a pena destacar a pista de Pala, que é “casca grossa“, rápida, muito técnica e tem muito saltos, a maioria grande. O terreno é arenoso, é muito legal.

Quanto aos testes, novamente tivemos a presença das fábricas, que levaram suas motocicletas e disponibilizaram os serviços de um mecânico, para os acertos para cada piloto de teste. Iniciei os treinos com a nova Honda CRF 250R, que foi totalmente modificada. Realmente é uma delícia andar com ela. Deixa o piloto bem posicionado e o motor é muito bom em baixa e média rotações. Mas fica devendo um pouco em alta, parando de empurrar nesta faixa (“flat“). Claro que ela vai bem para um piloto intermediário, mas para quem quiser ir mais rápido, será preciso um “tapa“ no motor, como a substituição do sistema de escapamento, utilizar um pistão taxado e/ou outras coisas.

A segunda moto que acelerei foi a Suzuki RM-Z 250. É muito fácil andar com ela, mais fácil do que a Honda. E seu motor responde perfeitamente, principalmente nas entradas de curvas. Mas só depois que andei com as outras que soube que não é o mais forte. Em compensação, achei a suspensão muito mole, principalmente a traseira. Ela se sobressai nas entradas de curvas, é impressionante o seu comportamento nesta seção da pista.

Chegou a vez da KTM 250 SX-F. O motor é pura alta, muito forte, com certeza a mais forte da categoria. Fiquei impressionado com as respostas de média para alta, ela ganha velocidade muito rápido, mesmo com a baixa um pouco fraca. Os freios são os melhores também, mas deixa a desejar na estabilidade e dirigibilidade, com a frente um pouco solta, o que prejudica a tração.

Depois foi a vez da Kawasaki KX 250F, que testei no Brasil alguns dias antes (o teste será publicado na próxima edição). Claro que o comportamento do modelo nos Estados Unidos foi um pouco diferente, primeiro porque o modelo americano vem com a caixa de filtro totalmente aberta – ao contrário do modelo que adquirimos no Brasil, que vem do Japão e tem parte da caixa lacrada – e, segundo, por causa do combustível, pois a qualidade do vendido aqui é bem melhor. Diferente do modelo disponibilizado no Brasil, o motor é forte, mas o achei “curto“. Os freios foram perfeitos, bem próximos da KTM, mas a moto tem mais estabilidade e dirigibilidade. A suspensão funciona muito bem, acredito que é o melhor sistema da categoria, lembrando que ela utiliza o sistema SFF, da Showa. A Suzuki tem o mesmo sistema, mas na Kawa ele vai melhor.

Finalmente veio a hora da Yamaha YZ 250F. Como a Honda, a motocicleta é totalmente nova, nada ficou do modelo anterior. Tem tudo da 450F, inclusive o motor invertido e, finalmente, a injeção eletrônica. O motor é progressivo e forte. Pode não ter a pegada da KTM, mas é poderoso em todas as faixas. O modelo é leve e muito ágil, fácil de andar. A suspensão também é muito boa, mas fica devendo em entradas de curva, devido a sua frente ser muito leve, lembrando a mesma situação da 450F. É preciso um acerto mais fino para corrigir isso, mas nada que uma preparação não resolva.

Posso afirmar que foi difícil escolher a melhor motocicleta de 2014, fiquei impressionado com todas. Mas devo nos lembrar que o pacote é o que vale e, portanto, somando as avaliações do motor, suspensão, freios, dirigibilidade e outros itens, fico com a Kawasaki em primeiro, com a Honda e a Yamaha muito próximas, quase um empate técnico entre elas. A KTM viria depois; não fosse a estabilidade, ela brigaria com as três primeiras. E a Suzuki, vencedora no ano passado, ficou devendo, pois como a 450cc, está muito tempo sem grandes mudanças.

De qualquer forma, todas são muito boas, e você vai se dar bem com qualquer uma que escolher. Vale lembrar que neste momento somente a Kawasaki comercializa seu modelo em nosso mercado, e que os modelos da Honda e Yamaha devem desembarcar em breve.“

QUADRO COMPARATIVO

Visual – Honda/Yamaha/Kawasaki/Suzuki/KTM

Motor – KTM/Kawasaki/Yamaha/Suzuki/Honda

Suspensão – Kawasaki/Suzuki/Honda/Yamaha/KTM

Posicionamento – Honda/Yamaha/Kawasaki/Suzuki/KTM

Dirigibilidade – Honda/Kawasaki/Suzuki/Yamaha/KTM

RESULTADO DO SUPERTESTE

1.Kawasaki KX 250F

2.Honda CRF 250R

3.Yamaha YZ 250F

4.KTM 250 SX-F

5.Suzuki RM-Z 250

Esperamos que este comparativo tenha contribuído para a sua análise dos novos modelos de cross para 2014. Como dissemos anteriormente, este trabalho foi realizado por um piloto experiente e com grande sensibilidade. Mas resta a você, que deseja adquirir um novo modelo, fazer a escolha. Vale destacar que a Kawasaki, Honda e Yamaha disponibilizam seus respectivos modelos no Brasil através das fábricas, e a KTM, através de importador independente – a Suzuki não disponibiliza suas motos de competição.
 
FONTE: MOTORAID - Não deixem de visitar o site www.motoraid.com.br , onde vocês encontrarão muito mais informações, notícias, eventos, trilhões, galeria, vídeos, classificados e contato.

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