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Teste Yamaha Crosser 150

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Notícia publicada em:31/05/2014 08:55

Teste Yamaha Crosser 150
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Teste Yamaha Crosser 150


por motonline 


 A “irmã” desta moto - Fazer 150 -, com quem ela compartilha motor e câmbio, tirou a Yamaha da faixa dos 10% e a levou aos 12,5% de participação de mercado. Agora a Yamaha XTZ Crosser 150 tem a missão de fazer a marca crescer um pouco mais, talvez os mesmos 2,5 pontos porcentuais. É possível? Sim, é possível e bastante provável que isso aconteça e logo a Yamaha estará próxima dos 15% de participação no mercado brasileiro.



Acompanhe a análise. Sua única concorrente forte é a Honda NXR 150 Bros, que vende em média 13.497 unidades por mês (Fenabrave, jan-abr/2014). A Yamaha informa como objetivo alcançar 30% do que vende sua principal concorrente, ou seja, 4.049 unidades da Crosser, número bem próximo do que foi vendido no atacado (Yamaha p/ concessionárias) no mês de abril/2014. Mantida a relativa estabilidade do mercado com a média de venda mensal em torno de 121.789 motos e a Yamaha conseguir vender suas 4 mil Crosser, ela terá alcançado 15% de participação com a venda total próxima de 19 mil motos por mês, já descontada uma margem de erro neste simples cálculo matemático. Pode não ser exatamente assim, mas este raciocínio está bem próximo do que os felizes executivos da Yamaha imaginaram para esta moto.


A verdade é que desde o lançamento da Crosser em fevereiro deste ano, quando MOTONLINE experimentou a moto no bom e regular asfalto da pista de um kartódromo e ela se revelou extremamente bem acertada, ficou a dúvida quanto ao seu desempenho no piso “da vida real” de nossas ruas e avenidas. Para isso, pegamos a nova “trailzinha” da Yamaha e a jogamos nas aventuras urbanas do dia-a-dia, como a própria campanha publicitária da Yamaha fala. Em pouco tempo rodamos mais de 1.000 km que compreendeu o uso intenso na cidade e nas estradas. Usamos no dia-a-dia para o trabalho, amarramos pacotes e mochilas no bom bagageiro, levamos garupa, subimos e descemos todos os tipos de pista e terreno, abastecendo com álcool e gasolina em diferentes proporções.


 




Ágil, leve e confortável, a Crosser enfrenta com tranquilidade o rally de todos os dias na cidade grande


Até uma viagem de final de semana fizemos com ela e como se sabe, uma 150 não é propriamente uma moto que se indica para uso corriqueiro nas estradas, apesar de ser normal encontrar uma grande quantidade delas nesse ambiente. No entanto, melhor uma 150 do que uma 100 ou 125, já que ela permite ao menos acompanhar, mesmo com alguma dificuldade, o fluxo de veículos. Mas em rodovias mais rápidas, a dificuldade aumenta e o perigo também. Manter velocidade de cruzeiro, dentro da lei, nesta moto quer dizer andar em torno dos 100 km/h (reais, medido no GPS). O problema é que esta velocidade de cruzeiro é quase o limite do que este motor pode dar (112 km/h também medido no GPS) e isso pode ser perigoso para o motociclista nas rodovias em que se permitem velocidades superiores.


 




Por onde quer que se olhe, a moto se mostra compacta e elegante


Esteticamente ela vai muito bem. Não foram poucos os profissionais sobre duas rodas que pararam ao lado da Crosser nas paradas de semáforo e ficaram olhando a moto e elogiaram o estilo: “Ficou show” foram as duas palavras mais ouvidas. De fato, a frente lembra as grandes bigtrail mais modernas e desejadas do mercado, com o bico por cima do para lama dianteiro que tem apenas efeito estético mesmo. O farol, apesar de pequeno, oferece ótima iluminação e fácil regulagem através de um parafuso sob o bico da moto. Por fim, o grafismo jovial nas abas do tanque, se misturam com as laterais da moto e formam um conjunto bastante atraente e que foge daquele tradicional para lama alto das motos trail.


 




Na terra, se tivesse roda aro 21 seria melhor, mas ainda assim ela tem um bom comportamento “off-road“


Mas no seu ambiente mais adequado, que são as ruas e avenidas das cidades, a moto se mostrou de fato irrepreensível. Muito leve e ágil no trânsito, não há quase nada que a impeça de seguir adiante na cidade. A frente alta permite passar com facilidade pelo trânsito, mesmo com o guidão mais largo do que as street. Além disso, a suspensão e roda maior (aro 19) na frente permite engolir os buracos das vias com mais presteza e sem interferir tanto no conforto. Mas na terra os aros 18 atrás e 21 na frente seriam mais adequados, já que os obstáculos também são maiores no off-road.


 




Para cima ou para baixo, a Crosser enfrenta bem os obstáculo do off-road e se configura numa boa opção para quem está começando nas trilhas


O banco é de duas alturas, deixando o eventual garupa em posição bem confortável e com o apoio providencial das duas alças laterais. Ao piloto a posição também é natural e confortável, com o guidão alto um pouco mais largo e as pedaleiras em boa posição para uma tocada estilo “off”, o que dá firmeza nos terrenos ruins. Cobertas com um acabamento de borracha para os pés não escorregarem, as pedaleiras seguem o padrão das motos trail, curtinhas e retráteis.


 




A Crosser 150 usa o mesmo motor da Fazer 150, se naquela ficou bom, nessa não vai ser diferente


O motor não muda nada em relação à Fazer 150 e se para ela os 12,2 cv na gasolina e 12,4 cv com etanol mostrou ser bastante adequado, na Crosser não ficou diferente. Bastante torque (1,28 e 1,29 kgf.m em cada combustível) em baixas rotações facilita o uso na cidade e nas estradas, com potência suficiente para empurrar a moto até próximo do seu limite já em boas velocidades. Uma característica comum em motores pequenos é a perda de força em subidas mais longas, mas na Crosser essa perda de força é mais demorada até exigir uma redução de marcha. Então, para manter uma velocidade consistente, a 6.500 rpm já é conveniente reduzir para quarta marcha e assim conseguir aumentar a velocidade. Sua faixa de rotação em quinta marcha na velocidade de cruzeiro está acima dos 8.000 rpm, bem próximo da faixa vermelha. Claro, essa situação vale quando está apenas o piloto. Se houver um garupa, muda tudo e a perda é bem mais sensível.


O consumo esta dentro do que se espera de uma moto desta classe. Notamos que com etanol a moto anda mais e a média de consumo fica cerca de 10% mais alta e que à medida que o motor foi soltando a média melhorou. Pegamos a moto com 600 km rodados e a primeira média entre estrada e cidade ficou em 30,6 km/l e o último tanque que enchemos a média ficou em 32,1 km/l. É claro que se o estilo de pilotagem for sempre com aceleração cuidadosa e velocidades menores, esse consumo pode melhorar e muito, como já se viu relatos de pilotos que conseguem médias superiores a 38 km/l. Mas no uso forte que o trânsito agressivo das grandes cidades exige do motociclista isso não é possível.


 




Cores disponíveis: laranja, branco e grafite, com e sem freio a disco na roda dianteira


O câmbio possibilita trocas intuitivas e as relações entre as marchas estão bem escalonadas, as mudanças são naturais, sem dificuldade para engates e desengates. Preciso, o câmbio é acompanhado pela embreagem leve e que facilita o trabalho das trocas de marchas. Não se percebe qualquer buraco no aumento da velocidade, fruto do bom escalonamento sustentado por um curva de potência e torque bem lineares.


O conjunto de chassi, suspensões freios está bem adequado à proposta da moto, oferecendo o equilíbrio na medida que a segurança exige. As suspensões seguem a tradição e trazem garfo telescópico na dianteira com curso de 180 mm e braço oscilante com um amortecedor na traseira com link (monoshock) e curso de 150 mm.


 




Geometria da Crosser está num meio termo entre uma street e uma trail, seu comportamento confirma


A geometria da Crosser cria essa natureza rápida e ágil. Consequência do pouco peso, das rodas menores e da menor distância entre eixos, ângulo de rakerelativamente baixo para uma autêntica “off-road”. Uma geometria de meio termo entre uma street e uma trail provê essa agilidade, boa no trânsito e competente na buraqueira, sem ir a extremos. O para lama baixo na dianteira e a roda 19 são indicativos disso.


Os freios são eficientes e seguros, com disco simples na dianteira (no modelo ED que testamos) e tambor na traseira. Por ser tambor na traseira, é importante manter sempre bem regulado o varão. Na frente, mesmo sendo a disco, o freio exige uma pressão maior do que seria normal para frenagens mais fortes. Coisa que infelizmente hoje é uma tendência verificada nas pequenas motos com freio a disco.


 




Freio traseiro a tambor é competente mas demanda ajustes constantes - O dianteiro a disco simples oferece boa potência e segurança para motociclistas iniciantes


É que o treinamento das moto escolas e exames para motociclistas não dão a devida atenção às técnicas de frenagem, principalmente no interior do Brasil e na região Nordeste. Esse tipo de freio, a disco, ainda encontra resistência entre os motociclistas com vícios de pilotagem. Por isso os freios a disco nas pequenas motos estão se tornando “deficientes” para encobrir a falta de habilidade dos iniciantes. Uma forma de contornar isso é a utilização de freios combinados. Devem chegar com mais força nas pequenas.


O modelo “E” da Crosser vem com freio a tambor na frente e como no traseiro, seu acionamento mecânico exige manutenção quase que diária do proprietário para se manter bem regulado, com boas qualidades de frenagem.


 




Link na traseira de uma trail faz toda diferença - Mais adaptável a qualquer terreno e tipo de carga


A suspensão traseira é o grande diferencial da Crosser, com link. A aplicação desse tipo de suspensão em motos on-off, oferece progressividade na ação do amortecedor que no início do curso se torna muito mais sensível às pequenas irregularidades do terreno, permitindo que a roda copie melhor as ondulações, sem perder contato com o solo. Mesmo assim, nos impactos maiores, a progressividade da ação do amortecedor e mola resolve com grande precisão grandes impactos, com uma reação mais controlada, diminuindo o efeito “catapulta” do retorno da suspensão traseira, causado por um excesso de pré carga.


É que em motos sem link, ao adicionar carga, há maior necessidade de adicionar tensão na pré carga da mola e como essas motos não costumam ter ajuste na ação hidráulica do retorno do amortecedor, o “rebote” ao absorver um grande impacto acaba por ser excessivo e a traseira pode sair do chão, jogando o piloto por cima do guidão em casos extremos. Na frente, a suspensão se ajusta bem com as caracteristicas do resto da moto. Dá boa dirigibilidade e aceita bem um uso até bem agressivo na terra, mas sem exageros.


 




Painel com velocímetro digital, tacômetro analógico e indicador de marcha


Completa esta nova opção de moto trail urbano o painel que fica embutido na pequena carenagem frontal, moderno claro e eficiente, que traz em uma única peça um mostrador digital que traz a velocidade, o indicador de marcha e marcador de combustível, além do conta-giros analógico redondo e uma extensão do painel com todas as tradicionais luzes-espia indicadoras de pisca, farol alto, neutro e sistema de injeção.


A Crosser 150 da Yamaha é uma moto que exprime o desejo de aventura. Cumpre seu papel com desenvoltura urbana e boa capacidade até em longos percursos com velocidade moderada e grande economia, sem deixar de lado o visual.


O modelo avaliado – Yamaha XTZ Crosser 150 ED – tem preço de R$9.383,00 (FIPE, maio/2014) e está disponível nas cores branca, laranja e grafite.


Se você tem uma Yamaha XTZ Crosser 150, opine sobre ela!

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FONTE: MOTONLINE - Não deixem de visitar o site www.motonline.com.br , onde vocês encontrarão muito mais informações, fórum, testride, colunas, tuning / 2&4, testes, técnica, aventurismo, lojas/oficinas, classificados, motoclubes, FAQ e contato. 

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